segunda-feira, 23 de janeiro de 2017 • por Blog Pés Viajantes

Nós fomos pra Berlim! Já faz um tempinho, (vai fazer dois anos!) mas ainda estamos tirando o pó das fotos e trazendo aqui pro blog nossas histórias. E essa, é a segunda parte dos dias que passamos em Berlim. Sugerimos que caso essa seja a primeira visita aqui no blog, acessem também o post anterior: Nosso Primeiro Mochilão - Berlim parte 1. E caso gostem, não deixem de conferir também nossos vídeos no canal: Pés Viajantes.

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Acordamos cedo no dia seguinte e tomamos café no próprio hostel. Tudo era muito bom, mas tinham opções de comida que não estávamos muito acostumados a ver pela manhã, como tomates e pepino, por exemplo. Saímos em direção ao museu e finalmente conhecemos ele por dentro. A exposição era basicamente uma descrição muito detalhada (quase técnica) dos horrores cometidos pelas polícias nazistas. Dados sobre os líderes, sobre os povos perseguidos, sobre os procedimentos de tortura, todas as estratégias utilizadas para manter o domínio sobre o povo, como diversos exemplares da propaganda nazista, entre outras tantas informações. A exposição exigia muita leitura, e o tema era muito pesado também, o que nos deixou um tanto exaustos e, novamente, meio em choque. Depois de quase duas horas, saímos de lá com aquela sensação de que precisávamos de um tempo pra absorver tudo aquilo. Nós gostamos muito do museu, mas o desgaste nos fez optar por deixar o Museu Judaico (que tínhamos a intenção de conhecer também) para uma próxima oportunidade de visita.





Ir até o destino seguinte naquele dia foi o momento "vergonha" dessa viagem. O Checkpoint Charlie, o único posto militar de passagem entre a Alemanha Ocidental e a Alemanha Oriental, é um dos locais mais procurados pelos turistas em Berlim, e é claro que nós queríamos conhecê-lo também. Segundo o GPS do celular, nós estávamos a uma quadra dele. Sim, apenas 400 metros nos separavam do famoso posto militar. Fomos caminhando em direção a ele, mas nem sabíamos como ele era de fato. Chegando na esquina onde ele se encontrava, havia uma grande movimentação de pessoas em torno de uma espécie de "museu container". Por algum motivo que não sabemos explicar, naquele instante fez muito sentido para nós que o lugar que procurávamos estaria ali, que tínhamos que pegar aquela fila para visitá-lo. Quando chegamos na bilheteria, nos assustamos com o preço do ingresso. Havíamos lido que o posto militar era algo bem simples, pequeno, algo pra ver, tirar uma foto e sair. Saímos da bilheteria meio revoltados com o preço e fomos embora, sem saber que, se tivéssemos virado a cabeça para o lado oposto da esquina, teríamos visto e fotografado o dito cujo. Sim, eu sei, fomos muito burros. Pelo menos, no caminho de volta, nós encontramos na rua uma daquelas cabines antigas de tirar foto, e tivemos um dos melhores momentos da viagem, pois foi a primeira vez que tiramos fotos em uma cabine "de verdade".




No período da tarde, seguimos para a nossa visita agendada à cúpula do parlamento alemão. E ela era realmente tão incrível quanto a gente imaginava. Na base, pudemos ler um pouco sobre a história do edifício até a instalação da nova estrutura. Depois subimos pelas rampas espirais até o topo e tivemos uma visão panorâmica da cidade. Descendo para a base novamente, tiramos várias fotos do interior da cúpula e saímos de lá bem satisfeitos com a experiência. Ficamos do lado de fora do prédio um tempo e logo seguimos em direção à Torre de TV de Berlim. Chegamos lá quase de noite, ficamos admirando por um tempo, mas logo as famosas sacolas da Primark começaram a surgir na paisagem. E, é claro, passamos na loja para aproveitar as promoções de inverno, afinal na nossa cidade não haviam lojas baratas de roupa, então a gente sempre aproveitava essas oportunidades.








A volta para o hostel foi meio ruim nessa noite, acabamos nos perdendo com os metrôs, e tivemos que caminhar bastante. Para fechar a noite bem e esquecer as dores nos pés, resolvemos ir jantar em um bar/restaurante perto do hostel, em busca de cerveja e um bom Eisben, o tradicional joelho de porcoO problema é que nós não lembrávamos o nome do prato, e tentar explicar em inglês para o garçom estava fora de cogitação. Acabamos apostando nos nomes errados, mas comemos pratos gostosos mesmo assim.

No nosso último dia em Berlim, acabamos não acordando tão cedo por conta do cansaço. Tomamos o café sem pressa no hostel, decidindo como aproveitaríamos a última manhã. Eu tinha muita vontade de conhecer um lugar, mas sabia que a Thu talvez não tivesse tanto interesse. Acabei sugerindo e ela me surpreendeu e topou. Nós decidimos visitar o Estádio Olímpico de Berlim. Ele foi construído para os Jogos Olímpicos de 1936, sendo o palco principal desse evento, que também serviu como propaganda dos ideias nazistas para o mundo. Repleto de histórias desde então, o estádio coincidentemente viria a ser o palco da final da Liga dos Campeões da Europa dali a alguns meses, o que me deixou ainda mais animado para conhecê-lo. Conferimos se havia a possibilidade de visitá-lo, pegamos o metrô e partimos para o complexo esportivo, que ficava bem distante do centro.

Descemos na estação e seguimos caminhando até o estádio por umas ruas desertas, eu muito ansioso e a Thu sem saber o que esperar. Chegando lá, compramos os bilhetes e entramos. A grandiosidade e beleza do estádio, ainda que vazio, nos deixaram impressionados. Percorremos toda a arquibancada até o lado oposto, onde estava a pira olímpica. Conhecemos também a área externa, onde encontravam-se as piscinas, que infelizmente estavam meio abandonadas. Fiquei muito feliz por ter ido até ali, e acho que a Thu acabou gostando bastante também. Compramos algumas lembrancinhas e voltamos para o hostel, para esperar o nosso horário de ir embora.









Perto do hostel havia uma loja da Lomography que a Thu ama até hoje. Só que a gente tava meio sem grana pra comprar qualquer coisa ali. Mas no fim das contas, Berlim foi uma cidade que eu gostei tanto de conhecer, que eu achei que valia a pena levar uma lembrancinha dali. Então, enquanto a gente esperava o tempo passar no hostel, eu fui rapidinho até a loja e comprei um presentinho pra Thu. Só entreguei pra ela no ônibus, indo em direção ao próximo destino do mochilão, Hamburgo.

E foi isso! EM breve compartilharemos um vídeo de como foram esses dias em Berlim, então se inscrevam no nosso canal! :D


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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017 • por Blog Pés Viajantes

Ciao a tutti!

Contamos anteriormente, no post sobre nossa visita a Amsterdam, que conhecer a história de vida de Anne Frank foi o início de um passeio pela história da Segunda Guerra. Passeio esse que continuou quando chegamos a Berlim, capital alemã. Nossa passagem pela cidade foi marcada por visitas a diversos museus sobre a guerra, além de longas caminhadas pelas ruas da cidade que são praticamente museus a céu aberto. Caminhar por Berlim foi como percorrer a história da arte, da arquitetura, do mundo.

Chegamos ao aeroporto perto do meio dia e descobrimos que estávamos distantes do centro da cidade. A viagem de trem até a região do hostel foi boa para começarmos a conhecer as paisagens de Berlim, e nossas primeiras impressões foram um pouco diferentes. A Thu sempre se encantou mais por cidades menores e mais coloridas, enquanto eu me atraio tanto por cidades pequenas quanto por grandes centros urbanos. O que víamos pela janela do trem era uma cidade bem grande, que variava de estação para estação a medida que nos aproximávamos do centro. Aliás, as estações de trem também nos impressionaram pela grandiosidade e beleza das estruturas de ferro. Especialmente naquele dia, Berlim estava bem cinza, e talvez por isso a Thu não tenha se apaixonado à primeira vista.

Chegando ao hostel ela logo se animou. Ficamos em um quarto maravilhoso, para cinco pessoas, com janelas que iam do piso ao teto. A melhor surpresa foi poder ver a famosa Torre de Televisão de Berlim através delas, imponente com seus 368 metros de altura. Não havia nenhum sinal dos outros hóspedes, então escolhemos as camas, largamos nossas coisas, e acabamos passando a tarde no hostel mesmo, descansando da viagem e escolhendo alguns lugares para visitar nos dias seguintes.

Na manhã seguinte, aproveitamos para conhecer o Memorial aos Judeus Mortos da Europa. A ideia a princípio era apenas conhecer a praça, caminhar entre os volumes de concreto, tentar sentir a atmosfera do lugar. Mas acabamos descobrindo que havia um museu no subsolo da praça, com entrada livre e com audio guide em diversas línguas por um preço bem acessível. Então passamos algum tempo na praça e logo descemos para conhecer o museu. O conteúdo que vimos ali era bem pesado, com muitos relatos escritos por pessoas que viriam a morrer no Holocausto. Ao mesmo tempo, é um museu muito enriquecedor pra quem gosta de história, além de ser um tanto interativo. Em resumo, foi uma visita interessante e muito impactante, pois saímos dali com a sensação de termos entrado na memória daquelas pessoas por algumas horas.





Saindo do museu, fizemos algumas fotos e almoçamos ali perto, misturando comida alemã e italiana. Continuamos nossa caminhada, dessa vez em direção ao Portão de Brandemburgo. A região próxima ao monumento possui diversos painéis com fotos e textos contando os fatos históricos que ali aconteceram. Naquela parte não restou nada do Muro de Berlim, que também isolava o monumento, mas notamos pela primeira vez a marcação no chão que mostra exatamente por onde ele passava. Passamos pelo portão e chegamos em uma parte bem movimentada da cidade, onde encontramos um café e paramos para nos aquecer um pouco.

Não muito distante dali fica o Palácio de Reichstag, sede do parlamento alemão. No decorrer da história, a cúpula original do palácio foi destruída, e uma nova cúpula de metal e vidro foi construída em seu lugar. O projeto foi do arquiteto Norman Foster, e como bons "arquitetinhos", nós queríamos muito visitá-la. Mas chegando no palácio descobrimos que era necessário agendar a visita. Por sorte, conseguimos agendar para o dia seguinte. Ali perto havia um parque muito bonito, e aproveitamos para dar uma passeada por ele. Chegamos até a encontrar um esquilo, que começou a esconder sua noz quando viu que a gente estava observando.

Seguimos a pé para o Potsdamer Platz, uma praça contemporânea com grandes edifícios e com algumas partes do muro ainda preservada, com aquela mistura de cores característica das manifestações deixadas sobre ele. Não ficamos muito tempo ali, pois os dias são mais curtos nessa época do ano e logo iria escurecer. Continuamos caminhando sem rumo até encontrarmos outro museu, construído bem próximo aos porões da antiga sede das polícias nazistas, a Gestapo e a SS. O museu Topografia do Terror é bem interessante, pois antes mesmo de entrar na "caixa" matálica onde se encontra a exposição permanente, você pode caminhar pela área externa e ver de perto os porões preservados e parte do muro que ainda se encontra de pé, em um cenário de contrastante da arquitetura contemporânea do museu com esses elementos da guerra/pós-guerra. Como chegamos quase no horário de fechamento do museu, deixamos para visitar a exposição na manhã seguinte, e voltamos para o hostel.

Nessa noite, conhecemos nossas colegas de quarto. Eram três meninas francesas que estavam na cidade pra curtir as festas em Berlim. Elas até nos convidaram pra ir junto, mas estávamos mortos de tanto caminhar. Logo a gente percebeu que acontecia um revezamento no quarto. Elas saíam à noite, a gente dormia. Elas chegavam de manhã pra dormir, a gente saía pra turistar. E foi assim durante os dias seguintes.

A gente ainda tem muita coisa pra contar de Berlim, mas isso fica para o próximo post, que sairá ainda essa semana. :D

































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