segunda-feira, 2 de janeiro de 2017 • por Blog Pés Viajantes

Ciao a tutti!

Contamos anteriormente, no post sobre nossa visita a Amsterdam, que conhecer a história de vida de Anne Frank foi o início de um passeio pela história da Segunda Guerra. Passeio esse que continuou quando chegamos a Berlim, capital alemã. Nossa passagem pela cidade foi marcada por visitas a diversos museus sobre a guerra, além de longas caminhadas pelas ruas da cidade que são praticamente museus a céu aberto. Caminhar por Berlim foi como percorrer a história da arte, da arquitetura, do mundo.

Chegamos ao aeroporto perto do meio dia e descobrimos que estávamos distantes do centro da cidade. A viagem de trem até a região do hostel foi boa para começarmos a conhecer as paisagens de Berlim, e nossas primeiras impressões foram um pouco diferentes. A Thu sempre se encantou mais por cidades menores e mais coloridas, enquanto eu me atraio tanto por cidades pequenas quanto por grandes centros urbanos. O que víamos pela janela do trem era uma cidade bem grande, que variava de estação para estação a medida que nos aproximávamos do centro. Aliás, as estações de trem também nos impressionaram pela grandiosidade e beleza das estruturas de ferro. Especialmente naquele dia, Berlim estava bem cinza, e talvez por isso a Thu não tenha se apaixonado à primeira vista.

Chegando ao hostel ela logo se animou. Ficamos em um quarto maravilhoso, para cinco pessoas, com janelas que iam do piso ao teto. A melhor surpresa foi poder ver a famosa Torre de Televisão de Berlim através delas, imponente com seus 368 metros de altura. Não havia nenhum sinal dos outros hóspedes, então escolhemos as camas, largamos nossas coisas, e acabamos passando a tarde no hostel mesmo, descansando da viagem e escolhendo alguns lugares para visitar nos dias seguintes.

Na manhã seguinte, aproveitamos para conhecer o Memorial aos Judeus Mortos da Europa. A ideia a princípio era apenas conhecer a praça, caminhar entre os volumes de concreto, tentar sentir a atmosfera do lugar. Mas acabamos descobrindo que havia um museu no subsolo da praça, com entrada livre e com audio guide em diversas línguas por um preço bem acessível. Então passamos algum tempo na praça e logo descemos para conhecer o museu. O conteúdo que vimos ali era bem pesado, com muitos relatos escritos por pessoas que viriam a morrer no Holocausto. Ao mesmo tempo, é um museu muito enriquecedor pra quem gosta de história, além de ser um tanto interativo. Em resumo, foi uma visita interessante e muito impactante, pois saímos dali com a sensação de termos entrado na memória daquelas pessoas por algumas horas.





Saindo do museu, fizemos algumas fotos e almoçamos ali perto, misturando comida alemã e italiana. Continuamos nossa caminhada, dessa vez em direção ao Portão de Brandemburgo. A região próxima ao monumento possui diversos painéis com fotos e textos contando os fatos históricos que ali aconteceram. Naquela parte não restou nada do Muro de Berlim, que também isolava o monumento, mas notamos pela primeira vez a marcação no chão que mostra exatamente por onde ele passava. Passamos pelo portão e chegamos em uma parte bem movimentada da cidade, onde encontramos um café e paramos para nos aquecer um pouco.

Não muito distante dali fica o Palácio de Reichstag, sede do parlamento alemão. No decorrer da história, a cúpula original do palácio foi destruída, e uma nova cúpula de metal e vidro foi construída em seu lugar. O projeto foi do arquiteto Norman Foster, e como bons "arquitetinhos", nós queríamos muito visitá-la. Mas chegando no palácio descobrimos que era necessário agendar a visita. Por sorte, conseguimos agendar para o dia seguinte. Ali perto havia um parque muito bonito, e aproveitamos para dar uma passeada por ele. Chegamos até a encontrar um esquilo, que começou a esconder sua noz quando viu que a gente estava observando.

Seguimos a pé para o Potsdamer Platz, uma praça contemporânea com grandes edifícios e com algumas partes do muro ainda preservada, com aquela mistura de cores característica das manifestações deixadas sobre ele. Não ficamos muito tempo ali, pois os dias são mais curtos nessa época do ano e logo iria escurecer. Continuamos caminhando sem rumo até encontrarmos outro museu, construído bem próximo aos porões da antiga sede das polícias nazistas, a Gestapo e a SS. O museu Topografia do Terror é bem interessante, pois antes mesmo de entrar na "caixa" matálica onde se encontra a exposição permanente, você pode caminhar pela área externa e ver de perto os porões preservados e parte do muro que ainda se encontra de pé, em um cenário de contrastante da arquitetura contemporânea do museu com esses elementos da guerra/pós-guerra. Como chegamos quase no horário de fechamento do museu, deixamos para visitar a exposição na manhã seguinte, e voltamos para o hostel.

Nessa noite, conhecemos nossas colegas de quarto. Eram três meninas francesas que estavam na cidade pra curtir as festas em Berlim. Elas até nos convidaram pra ir junto, mas estávamos mortos de tanto caminhar. Logo a gente percebeu que acontecia um revezamento no quarto. Elas saíam à noite, a gente dormia. Elas chegavam de manhã pra dormir, a gente saía pra turistar. E foi assim durante os dias seguintes.

A gente ainda tem muita coisa pra contar de Berlim, mas isso fica para o próximo post, que sairá ainda essa semana. :D

































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segunda-feira, 31 de outubro de 2016 • por Blog Pés Viajantes
Demorou, mas saiu!

Durante o nosso primeiro mochilão pela Europa, passamos muito rapidamente por Amsterdã, na Holanda. Depois do post que fizemos contando sobre as impressões e experiências que tivemos durante nossa passagem por lá (clique aqui para ler), finalmente conseguimos colocar no ar o vídeo mostrando um pouquinho dessa linda cidade! Confiram aí, gente!




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