segunda-feira, 19 de junho de 2017 • por Blog Pés Viajantes

Hoje é um dia muito especial pra gente. Há um mês nós tomamos uma decisão que mudou completamente nossos dias, nossa rotina e nosso humor. Faz um mês que adotamos uma cachorrinha, a Tuti.

Então agora a gente vai contar a história da Tuti desde nosso primeiro dia, incluindo a saga do cocô. <3

Tuti chegou aqui tímida, se escondendo debaixo dos móveis, sem emitir nenhum som e com um cachecol vermelho. Parecia uma bichinha do mato. O tempo todo com uma carinha de coitada que não está entendendo o que faz ali. Convidamos ela pra dormir no quarto com a gente, colocamos um cobertorzinho no chão e praticamente imploramos pra que ela viesse. A danadinha passou a noite no corredor, só nos observando de longe.

Nos dias seguintes começou a saga do cocô. Quem me acompanha pelo insta (@thuany.91) viu de perto a gente tentando convencer a Tuti a fazer cocô na nossa frente, durante os passeios. Depois de dois dias sem fazer cocô nem xixi e uma noite passada em claro com a bichinha dormindo chorando nos meus braços, fizemos a visita à veterinária, porque achamos que a bichinha tinha probleminha no intestino. "Que nada, é só adaptação." E por alguns dias Tuti seguiu fazendo cocô dia sim dia não. Tirando isso, a nossa relação de família estava se fortalecendo: parecia que a Tuti estava começando a nos amar. Foi então que resolvemos tentar a técnica de soltar ela da guia por alguns minutinhos, pra ver se ela se sentia mais a vontade. Dito e feito. Soltamos: ela vai se afastando e sempre mantendo contato visual com a gente. Quando disfarçamos e fingimos que não estamos prestando atenção, ela faz seu presentinho.

Quem vê a gente de longe nesses nossos passeios deve nos achar pirados. Toda vez que a bonitinha faz seu cocô começa nossa festa de comemoração, abraços, dancinhas. Só quem já viveu a saga do cocô que não sai sabe o que estamos sentindo né? hahahaha

Foram poucos dias até a Tuti perceber que agora somos nós. No primeiro dia que foi deixada sozinha, nos recebeu com um olhar curioso. No segundo, com um rabinho abanando. No terceiro, já ganhamos os pulinhos e lambidas que viraram nossa rotina. Ela já aprendeu nossa dancinha do reencontro e sabe que o abraço triplo é sagrado. Ela ama abraços e beijos e com isso percebemos que ela está no lugar certo.

Tuti não liga muito pra brinquedos, foi só na segunda semana aqui que resolveu arrancar as patas do ouriço de pelúcia. A bolinha ela despreza - pra tristeza do Giulli - mas adora brincar de pega-pega com a gente. E que delícia ver ela tão feliz se divertindo e correndo na praça! <3

A gente já tem uma coleção de histórias de dias felizes da Tuti e de uma coisa temos absoluta certeza: Nós três não poderíamos estar mais felizes do que juntos, aqui.


A Tuti agora tem um instagram! Sigam lá: @bichinhadomato








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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017 • por Blog Pés Viajantes

Nós fomos pra Berlim! Já faz um tempinho, (vai fazer dois anos!) mas ainda estamos tirando o pó das fotos e trazendo aqui pro blog nossas histórias. E essa, é a segunda parte dos dias que passamos em Berlim. Sugerimos que caso essa seja a primeira visita aqui no blog, acessem também o post anterior: Nosso Primeiro Mochilão - Berlim parte 1. E caso gostem, não deixem de conferir também nossos vídeos no canal: Pés Viajantes.

[...]
Acordamos cedo no dia seguinte e tomamos café no próprio hostel. Tudo era muito bom, mas tinham opções de comida que não estávamos muito acostumados a ver pela manhã, como tomates e pepino, por exemplo. Saímos em direção ao museu e finalmente conhecemos ele por dentro. A exposição era basicamente uma descrição muito detalhada (quase técnica) dos horrores cometidos pelas polícias nazistas. Dados sobre os líderes, sobre os povos perseguidos, sobre os procedimentos de tortura, todas as estratégias utilizadas para manter o domínio sobre o povo, como diversos exemplares da propaganda nazista, entre outras tantas informações. A exposição exigia muita leitura, e o tema era muito pesado também, o que nos deixou um tanto exaustos e, novamente, meio em choque. Depois de quase duas horas, saímos de lá com aquela sensação de que precisávamos de um tempo pra absorver tudo aquilo. Nós gostamos muito do museu, mas o desgaste nos fez optar por deixar o Museu Judaico (que tínhamos a intenção de conhecer também) para uma próxima oportunidade de visita.





Ir até o destino seguinte naquele dia foi o momento "vergonha" dessa viagem. O Checkpoint Charlie, o único posto militar de passagem entre a Alemanha Ocidental e a Alemanha Oriental, é um dos locais mais procurados pelos turistas em Berlim, e é claro que nós queríamos conhecê-lo também. Segundo o GPS do celular, nós estávamos a uma quadra dele. Sim, apenas 400 metros nos separavam do famoso posto militar. Fomos caminhando em direção a ele, mas nem sabíamos como ele era de fato. Chegando na esquina onde ele se encontrava, havia uma grande movimentação de pessoas em torno de uma espécie de "museu container". Por algum motivo que não sabemos explicar, naquele instante fez muito sentido para nós que o lugar que procurávamos estaria ali, que tínhamos que pegar aquela fila para visitá-lo. Quando chegamos na bilheteria, nos assustamos com o preço do ingresso. Havíamos lido que o posto militar era algo bem simples, pequeno, algo pra ver, tirar uma foto e sair. Saímos da bilheteria meio revoltados com o preço e fomos embora, sem saber que, se tivéssemos virado a cabeça para o lado oposto da esquina, teríamos visto e fotografado o dito cujo. Sim, eu sei, fomos muito burros. Pelo menos, no caminho de volta, nós encontramos na rua uma daquelas cabines antigas de tirar foto, e tivemos um dos melhores momentos da viagem, pois foi a primeira vez que tiramos fotos em uma cabine "de verdade".




No período da tarde, seguimos para a nossa visita agendada à cúpula do parlamento alemão. E ela era realmente tão incrível quanto a gente imaginava. Na base, pudemos ler um pouco sobre a história do edifício até a instalação da nova estrutura. Depois subimos pelas rampas espirais até o topo e tivemos uma visão panorâmica da cidade. Descendo para a base novamente, tiramos várias fotos do interior da cúpula e saímos de lá bem satisfeitos com a experiência. Ficamos do lado de fora do prédio um tempo e logo seguimos em direção à Torre de TV de Berlim. Chegamos lá quase de noite, ficamos admirando por um tempo, mas logo as famosas sacolas da Primark começaram a surgir na paisagem. E, é claro, passamos na loja para aproveitar as promoções de inverno, afinal na nossa cidade não haviam lojas baratas de roupa, então a gente sempre aproveitava essas oportunidades.








A volta para o hostel foi meio ruim nessa noite, acabamos nos perdendo com os metrôs, e tivemos que caminhar bastante. Para fechar a noite bem e esquecer as dores nos pés, resolvemos ir jantar em um bar/restaurante perto do hostel, em busca de cerveja e um bom Eisben, o tradicional joelho de porcoO problema é que nós não lembrávamos o nome do prato, e tentar explicar em inglês para o garçom estava fora de cogitação. Acabamos apostando nos nomes errados, mas comemos pratos gostosos mesmo assim.

No nosso último dia em Berlim, acabamos não acordando tão cedo por conta do cansaço. Tomamos o café sem pressa no hostel, decidindo como aproveitaríamos a última manhã. Eu tinha muita vontade de conhecer um lugar, mas sabia que a Thu talvez não tivesse tanto interesse. Acabei sugerindo e ela me surpreendeu e topou. Nós decidimos visitar o Estádio Olímpico de Berlim. Ele foi construído para os Jogos Olímpicos de 1936, sendo o palco principal desse evento, que também serviu como propaganda dos ideias nazistas para o mundo. Repleto de histórias desde então, o estádio coincidentemente viria a ser o palco da final da Liga dos Campeões da Europa dali a alguns meses, o que me deixou ainda mais animado para conhecê-lo. Conferimos se havia a possibilidade de visitá-lo, pegamos o metrô e partimos para o complexo esportivo, que ficava bem distante do centro.

Descemos na estação e seguimos caminhando até o estádio por umas ruas desertas, eu muito ansioso e a Thu sem saber o que esperar. Chegando lá, compramos os bilhetes e entramos. A grandiosidade e beleza do estádio, ainda que vazio, nos deixaram impressionados. Percorremos toda a arquibancada até o lado oposto, onde estava a pira olímpica. Conhecemos também a área externa, onde encontravam-se as piscinas, que infelizmente estavam meio abandonadas. Fiquei muito feliz por ter ido até ali, e acho que a Thu acabou gostando bastante também. Compramos algumas lembrancinhas e voltamos para o hostel, para esperar o nosso horário de ir embora.









Perto do hostel havia uma loja da Lomography que a Thu ama até hoje. Só que a gente tava meio sem grana pra comprar qualquer coisa ali. Mas no fim das contas, Berlim foi uma cidade que eu gostei tanto de conhecer, que eu achei que valia a pena levar uma lembrancinha dali. Então, enquanto a gente esperava o tempo passar no hostel, eu fui rapidinho até a loja e comprei um presentinho pra Thu. Só entreguei pra ela no ônibus, indo em direção ao próximo destino do mochilão, Hamburgo.

E foi isso! EM breve compartilharemos um vídeo de como foram esses dias em Berlim, então se inscrevam no nosso canal! :D


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