sábado, 14 de fevereiro de 2015 • por Pés Viajantes

Esse post, diferente dos outros da série Road Trip Pés Viajantes, foi escrito apenas por mim, Thu. A Viagem para Segredo foi particularmente mais especial que as outras, pois era meu aniversário, e por isso, eu gostaria de contar detalhadamente como foi. Então, esse post também estará mais longo que os outros. hehe

Há tempos o Giulli estava pensando em me presentear com uma viagem surpresa no meu aniversário. E há algum tempo ele já tinha decidido para onde seria, e eu, claro, não sabia. A única coisa que eu sabia era que o segredo era pro sul, pros lados de Nápoles. 

Passamos a noite do dia 02/01 para 03/01 em Nápoles. Assim que amanheceu, saímos conhecer mais um pouco da cidade, e partimos rumo à segredo. Paramos no meio da estrada para almoçar - num restaurante beem escondidinho e maravilhoso! - e logo que retomamos, a viagem começou a ter um pouco de aventura. Eram muitas curvas, numa estradinha super estreita de pista simples. Como estávamos com a van, a cada curva era uma emoção. Estávamos numa serra e todas as placas indicavam um único lugar: Costa Amalfitana. 

Eu já tinha escutado falar, mas não sabia muito bem o que me esperava. Um pouco depois que desvendei o mistério de onde era segredo, chegamos ao lugar onde eu e ele ficaríamos hospedados. Um senhor muito gentil e dono da casa onde passaríamos duas noites veio nos receber na entrada do vilarejo (chamado Conca dei Marini) e a partir daí a família do Giulli seguiu para outra cidade vizinha, também na Costa Amalfitana mas um pouco depois da que estávamos.  

Começamos a subir uma escadinha, depois outra, depois outra. A casa ficava grudada na montanha, e era um misto de rural com praieira. Totalmente diferente de tudo que eu já tinha visto. O senhor nos levou até nosso quarto, que era separado dos outros cômodos da casa e começou a explicar o funcionamento do aquecedor, da internet, do chuveiro e outras coisas que eu não ouvi, porque desde o momento que ele abriu a porta do quarto eu fiquei hipnotizada. 

Era um quarto simples com banheiro e com uma sacadinha. Nessa sacada havia uma mesinha e duas cadeiras e a vista para o mar. Mas não era uma simples vista para o mar. Era a vista mais linda que eu já tinha visto do mar, lá de cima da montanha. Eu não sei se isso acontece com vocês, mas quando eu me deparo com paisagens naturais assustadoramente lindas eu me emociono. De verdade, aquela emoção que dá vontade de chorar de felicidade.  

O senhor gentil se despediu, mas antes disso nos ofereceu um café - e como ouvimos dizer que recusar café de um italiano do sul poderia ser interpretado como uma grosseria, aceitamos - e também se ofereceu para nos levar à cidade de Amalfi à noite, lá em baixo, na base da montanha. Aceitamos a gentileza, porque não sabíamos como faríamos para descer a montanha se não de carona. 

Tomamos o café, que estava muito gostoso e me lembrou o café que minha avó preparava, e  fomos esperar o pôr do sol. E esse é o tipo de experiência incrível que não dá pra você programar para uma viagem, e por mais simples que possa parecer, a torna especial. Ver o pôr do sol não é um programa que está nos roteiros turísticos de nenhuma cidade. Ele simplesmente acontece, e na maioria das vezes, estamos visitando monumentos, museus, parques, teatros, etc. Ele acontece em todos os lugares e acho que deve ser por isso que não nos programamos para vê-lo. Apesar disso, aquele específico pôr do sol do dia 03 de janeiro de 2015 me fez sentir especial. Por poder vê-lo,por poder sentí-lo, por poder amá-lo.

Depois do espetáculo gratuito, pegamos nossa carona, descemos para Amalfi e nos apaixonamos de novo. A pequena cidade é encantadora, mesmo no inverno, com suas casas coladas na montanha. Apreciamos a praia, e fomos fazer a coisa que mais se faz na Itália: comer pizza!


A programação para o dia seguinte era conhecer Positano e a noite comer uma pizza feita pela nossa anfitriã. Compramos a passagem de ônibus e depois que acordamos (com um maravilhoso café da manhã preparado pelos nossos anfitrões) fomos pra estrada esperar o ônibus. E então nos demos conta que era domingo e os horários eram diferenciados. E o próximo ônibus só passaria dali 2 horas. Pedimos informação para um senhor e ele disse que Amalfi era a apenas 4 km e que, se quiséssemos, o caminho poderia ser feito a pé. O dia estava lindo e o céu azulzinho, então...porque não?

Com a paisagem maravilhosa nem vimos o tempo passar. Aliás, vimos sim, ele passou vagarosamente enquanto o dia nos presenteava com um mar azul e um sol quentinho, em pleno inverno europeu. Depois dos 4 km de caminhada e muitas fotos e pausas - inclusive numa espécie de gruta dentro do túnel para carros- chegamos a Amalfi e descobrimos que não seria possível ir à Positano por conta do horário. Apesar disso, o dia foi incrível. E por mais lindas que as fotos sejam, jamais superarão a beleza da recordação desse aniversário. 

À noite comemos a deliciosa pizza feita pela sra dona da casa e no dia seguinte retornamos para Ascoli, com uma certeza: a gente com certeza vai voltar para esse paraíso chamado Costa Amalfitana.





































Outros posts da série:


Road Trip 3 - Nápoles
Road Trip 4 - Pompeia e o vulcão Vesúvio


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